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“Mulher não entende de cerveja” e “Cerveja é assunto de homem”, são afirmações que já caíram por terra há algum tempo, afinal, vale lembrar aos cavalheiros consumidores de cerveja e demais apreciadores: mesmo que por um feliz acidente, fomos nós as descobridoras dessa deliciosa e amada bebida (Yes....).

Não dá pra falar de cerveja, sem lembrar das velhas aulas de história lá do ensino médio. Mas nossa “aula” aqui, é mais descontraída e permitimos o consumo de bebidas alcóolicas aos maiores de idade. Então,escolha seu tipo de cerveja preferido, ou como sugestão a Pilsen Barba Ruiva, prepara a porção de petiscos e bora lá.

Nossa amada cerveja, cerva, breja, suco de cevada, loira, a boa, ouro líquido, birra entre tantos outros apelidos carinhosos que damos a essa bebida que está no topo das alcoólicas mais consumidas no mundo, percorreu um longo caminho até se tornar o que conhecemos hoje

Podemos considerar cerveja, qualquer bebida resultante da fermentação alcoólica do mosto (todo tipo de mistura açucarada destinada à fermentação alcoólica)proveniente da cevada maltada e água potável tendo como agente a levedura cervejeira, acrescido de lúpulo. Pode parecer uma combinação difícil, mas a soma é muito simples.

Segundo estudos os pioneiros na produção de cerveja são os povos que habitavam a região denominada Crescente Fértil e formaram as primeiras civilizações, logo após a Revolução do Neolítico, momento em que o homem desenvolve a agricultura. Mas pra você não ficar perdido no tempo e não confessar que pulou algumas aulas de história, isso tudo aconteceu em meados de 10.000 a.C.

Na antiguidade a arte de produzir a cerveja, era uma atividade exclusivamente designada às mulheres.Enquanto os homens saiam para caçar, guerrear e trabalhar, ficava a cargo delas o preparo da comida e da bebida da família, o que incluía a produção de cerveja. O domínio feminino somente diminuiu quando a produção aumentou, exigindo assim, a presença masculina dentro das fábricas.

Os povos mesopotâmicos e egípcios ensinaram a arte cervejeira aos gregos e romanos, duas grandes potências na Antiguidade que foram fundamentais no desenvolvimento da bebida durante a Idade Antiga.

Já na Idade Média podemos dizer que os monges cuidaram da nossa preciosidade, melhorando muito as receitas das cervejas que produziam. Por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, eles conservaram e aperfeiçoaram as técnicas de fabricação. Os monges utilizavam diversas ervas para aromatizar a bebida como sálvia, louro, gengibre e o próprio lúpulo, que é utilizado até hoje para conservar, trazer aroma e amargor às cervejas. Desenvolveram uma bebida encorpada para ser consumida em grande quantidade nos tradicionais jejuns.

Foi a partir de 1.453 na Idade Moderna que o sistema capitalista visualizou a cerveja como um produto altamente lucrativo e em 1.516 um duque chamado Guilherme IV da Baviera promulgou uma lei de pureza à cerveja, onde ficou instituído que as cervejas somente poderiam ser produzidas com: água, malte de cevada, lúpulo e ponto. Existem ainda uma grande parte dos cervejeiros e cervejarias alemães que seguem à risca essas prescrições que consideram a lei como uma garantia de qualidades às cervejas que produzem, como a Saint Bier, por exemplo.

Depois de um longo período, foi através do senhor francês Louis Pasteur, na Idade Contemporânea marcada por duas grandes guerras, que conhecemos a pasteurização, que é o processo que conserva os alimentos por mais tempo, utilizando o calor. Esse foi um grande marco pra a indústria cervejeira da época.

Até então a nossa querida loirinha passeava pelo mundo afora, quando Maurício de Nassau chegou ao Recife em 1.637 (e olha a aula de história nos dando uma surra novamente), trazendo com ele o ilustríssimo senhor cervejeiro DirckDicx com o projeto de uma cervejaria e todos os componentes necessários para montá-la. Em outubro de 1.640 foi montada a primeira cervejaria em terras brasileiras na residência “La Fontaine”, mas foi somente com a vinda da família real portuguesa em 1.808 que a venda de cerveja foi ampliada, já que o rei consumia muito a bebida.

O consumo de bebida foi crescendo e, em 1.836, surgiu a Cervejaria Brazileira, primeira cervejaria a fabricar em escala comercial. O slogan dizia: “vende-se cerveja, bebida acolhida favoravelmente e muito procurada. Essa saudável bebida reúne a barateza a um sabor agradável e à propriedade de conservar-se por muito tempo”. A partir dai, nasceram outras marcas de grande sucesso e tradicionais até hoje, como Bohemia, Antactica, Brahma entre outras.

Uma das primeiras cervejas brasileiras produzidas, foi a Cerveja Marca Barbante de Minas Gerais em 1.861 e a peculiaridade do nome vem pois na época, as cervejas eram produzidas de forma artesanal e rudimentar. As bebidas não eram pasteurizadas, o que gerava um processo de refermentação dentro da garrafa e isso produzia um alto teor de gás carbônico, fazendo com que as rolhas de fechamento das garrafas, saltassem. Para evitar que a bebida perdesse a pressão, eles começaram a amarrar barbantes ao redor das rolhas.

As micro cervejarias ou cervejarias artesanais, começaram a surgir no Brasil na década de 90, tornando-se então, um mercado em grande ascensão. Como o terceiro maior público consumidor de cerveja, o brasileiro se torna cada vez mais curioso e exigente, sensível a novidades e às marcas que proporcionem grandes experiências sensoriais.

Não dá pra negar que a cerveja artesanal está super na moda, forçando as grandes indústrias a se interessarem pela produção de cervejas Premium. A todo momento surgem pequenas fábricas, homebrewers (fabricantes caseiros), lojas especializadas na venda de cervejas artesanais, festivais, concursos... Essa busca está ligada aos prazeres de degustar uma cerveja em um ambiente mais familiar, onde as mulheres passaram a dividir em partes muito proporcionais, a fatia de consumo com os homens, de forma cada vez mais democrática.

As pessoas passaram a entender que a cerveja é uma bebida muito boa, complexa e que pode ser apreciada em diversas ocasiões, substituindo a velha idéia, de que é uma bebida de bar para ser consumida em grande quantidade. Você pode escolher uma cerveja para brindar uma ocasião especial, para harmonizar um jantar, para reunir amigos informalmente em casa, para saborear uma sobremesa. O conceito mudou e o que realmente importa, é a qualidade da cerveja que se bebe e não mais a quantidade. Isso faz com que as cervejarias tenham que trabalhar cada dia mais para atender gostos, paladares e bolsos diversos.

Em altas ou em baixas temperaturas, em copos ou em taças próprias, o que realmente importa é que a nossa loiríssima não deixará de ser nunca, ainda que em tempos de crises e pandemias, um grande convite ao prazer.

ThatyLuchesi - Produtora de conteúdo, especialista em Branding, fotógrafa, louca por experiências gastronômicas,admiradora e consumidora assídua de cervejase apaixonada por Stouts.

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